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24 setembro 2021

A forma como você anda diz muito sobre sua saúde


Por Tatiane Gonsales

Andar é a atividade física aeróbica mais comum de todas, pois as exercemos para nos locomovermos de um lugar para outro. A caminhada tem diversos benefícios, como emagrecer, evitar doenças cardíacas e diabetes, fortalecer ossos e músculos, melhorar o equilíbrio e o humor. Porém, estudos mostram que a forma como você anda também pode dizer muito sobre sua saúde.

Expectativa de vida
Sexo         Ritmo     Expectativa de vida
Mulher     Lento       72 a 85 anos
Mulher     Rápido      até 88 anos
Homem     Lento      65 a 81 anos
Homem     Rápido    85 a 87 anos

Uma pesquisa publicada na Mayo Clinic Proceedings comparou dados de cerca de 475 mil pessoas ao longo de sete anos. Foram analisados ritmo de caminhada, IMC, circunferência da cintura e percentual de gordura corporal.

O ritmo da caminhada (dividido entre lento, médio e rápido) foi o aspecto mais alinhado à previsão de expectativa de vida dos indivíduos. O ritmo lento foi associado a uma expectativa mais curta.

O estudo concluiu que uma mulher que anda lentamente pode viver entre 72 e 85 anos; enquanto uma mulher que caminha rápido pode viver até 88 anos. Entre o sexo masculino, os homens que têm passos mais lentos vivem entre 65 e 81 anos; já os caminhantes mais velozes, entre 85 e 81 anos.

Saúde do coração

Além de aumentar a expectativa de vida, o ritmo da sua caminhada pode ser um alerta sobre a saúde do seu coração. Publicado no British Journal of Sports Medicine, um estudo verificou que caminhantes em ritmo médio (cerca de 1,6 km em 20 minutos) tem 20% menos chances de mortalidade do que caminhantes lentos. Os pesquisadores associam a velocidade da caminhada à saúde cardiovascular.

Ser capaz de andar em um ritmo mais rápido indica que seu corpo está funcionando corretamente. Afinal, para manter uma velocidade mais alta, é preciso que a musculatura do seu corpo esteja fortificada, além de ter um melhor equilíbrio e resistência. Tudo isso indica uma melhor saúde cardiovascular, prevenindo riscos de infartos - que podem levar à morte.

Essa associação também foi analisada por uma pesquisa divulgada no European Heart Journal. Cientistas descobriram que caminhantes lentos eram duas vezes mais propensos a morrer de doenças cardíacas em comparação a quem anda rápido.

Caminhar rápido significa menos idas ao hospital

Se você odeia ir ao hospital, é melhor ficar atento aos seus passos. Outro estudo, desta vez publicado no jornal Blood, avaliou 450 pacientes com câncer no sangue.

A conclusão foi de que cada um metro reduzido por segundo na velocidade da caminhada significava uma maior taxa de mortalidade. Ainda, andar em ritmo mais lento também aumenta a possibilidade do paciente retornar ao hospital devido a recaídas e novas internações.

Cálculo de velocidade da caminhada

Se você chegou até aqui, provavelmente quer saber a velocidade dos seus passos. Então, faça o seguinte exercício, de acordo com cientistas:

Ande naturalmente por um corredor ou calçada
Conte o número de passos que você dá em 10 segundos
Multiplique este número por seis para descobrir quantos passos você faz em um minuto

As pesquisas apontam que pessoas com menos de 60 anos podem ser consideradas saudáveis se dão mais que 100 passos por minuto.

Atenção!

Há cientistas que apontam que o cálculo pode ser falho em alguns casos, como a pacientes com câncer. Isso porque a velocidade de caminhada muda em quem sofre desta condição, pois estão perdendo a função a saúde no geral. Assim, mesmo que sejam caminhantes rápidos, a saúde ainda estará debilitada.

Alguns apontam também que ter uma velocidade de caminhada lenta não significa estritamente que você está fora de forma; mas, sim, que é uma boa ideia avaliar seu ritmo para que você possa se motivar a praticar mais exercícios.

18 setembro 2021

Vereador que tentou desobrigar uso de máscara morre de Covid-19 aos 34 anos

📷Divulgação
Por Rodrigo Scapolatempore

Defensor de um projeto que desobriga o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19, o vereador Thiarles Santos (PSL), de Uberlândia (MG), morreu nesta sexta-feira (17), aos 34 anos, em decorrência de complicações da doença.O parlamentar, que ficou quase um mês internado, deixa esposa e quatro filhos. A causa da morte foi confirmada à reportagem pelo hospital e pela assessoria do vereador.

Thiarles testou positivo em 16 de agosto. No mesmo dia, fez publicação nas redes sociais: “Fim do uso das máscaras. Jamais irei fazer qualquer distinção entre vacinados e não vacinados. Vamos lutar pelo não uso de máscara quando tivermos com 70% de vacinados, ou já tiverem contraído a doença”.

O PL (Projeto de Lei) chegou a ser protocolado na Câmara Municipal em agosto, mas ainda não foi discutido nas sessões ordinárias. No texto que justifica a proposta, Thiarles deu explicações -não comprovadas por órgãos científicos- de como a medida iria beneficiar pessoas que sofrem de problemas respiratórios.

“O ar quente dentro da máscara pode dificultar a respiração e desencadear crises respiratórias, como crises de asma. Se a máscara for muito apertada, pode desencadear ansiedade, alterando padrões respiratórios e causando muito desconforto”, afirmou ele, mesmo sem haver estudos que comprovem isso.

Na defesa do tema, reforçou ainda que o projeto visava desobrigar, e não impedir, que as pessoas usassem máscara na cidade. Depois de testar positivo, o vereador disse nas redes sociais que estava se recuperando bem, com tratamento em casa, e que não precisaria ser hospitalizado. No entanto, o quadro se agravou e ele precisou ser internado dias depois.

Na última terça (14), Thiarles apresentou forte instabilidade. Uma traqueostomia para aliviar a situação chegou a ser cogitada, mas foi adiada. Com os pulmões muito comprometidos, ele não resistiu e morreu na manhã de sexta.
Advogado, Thiarles era natural de Teixeira de Freitas, interior da Bahia. O velório vai ocorrer na manhã deste sábado (18) no Cemitério Parque dos Buritis, na cidade uberlandense.

Nas últimas semanas, Thiarles deixou claro o apoio às manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 7 de setembro.

Mesmo internado, o parlamentar pediu que sua equipe participasse de uma motociata no dia 31 de agosto, quando Bolsonaro esteve em Uberlândia para a comemoração dos 133 anos da cidade. “O vereador, que se encontra recuperando da covid-19, é um grande apoiador do presidente, com quem compartilha pautas importantes como a defesa da vida, da família, da propriedade privada e da legítima defesa”, diz a legenda de vídeo em seu perfil no Instagram oficial, mostrando aglomeração durante o evento.

Não há recomendações de órgãos de saúde nacionais ou internacionais que defendam o relaxamento do uso da máscara no Brasil. Nenhuma cidade brasileira deixou de recomendar o material de proteção contra o coronavírus.

O equipamento é obrigatório em Uberlândia, com base na legislação municipal apoiada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19. Na sexta, a cidade registrou 134 novos casos nas últimas 24 horas e tinha 66% dos leitos de UTI da rede municipal ocupados. Foram 3.055 mortes pela doença e mais de 120 mil casos, segundo último boletim.

Sem fazer menções ao projeto, o Legislativo local prestou condolências. “O vereador Thiarles Santos deixou sua história e legado na Câmara Municipal de Uberlândia nestes sete meses e vinte dias que passou conosco. Thiarles teve como função primordial representar os interesses da população perante o Poder Público.”

O Executivo determinou luto oficial. “É com grande pesar que a Prefeitura informa a notícia do falecimento do vereador Thiarles Santos. Em lamento e em solidariedade aos familiares e amigos, o prefeito Odelmo Leão determinou a decretação de luto oficial por três dias.”

Em sua vaga na Câmara, assumirá o suplente Sérvio Túlio Félix Simões Filho (PSL), de 32 anos. Em fevereiro, a Câmara de Uberlândia perdeu a vereadora Adriana Alves Ribeiro, que também morreu em decorrência da Covid-19.

01 setembro 2021

Ministério da Saúde capacita profissionais do Samu para atender pacientes em sofrimento psíquico

Objetivo do curso é qualificar, para atendimento mais técnico e humanizado, médicos e enfermeiros que atuam nos serviços de emergência

Por Otto Valle
📷Vinicius Schmidt/Metrópoles
O Ministério da Saúde ampliará as competências dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de todo o Brasil. Médicos e enfermeiros serão capacitados para realizar atendimentos de pacientes em sofrimento psíquico, quadro agravado devido à pandemia de Covid.

O objetivo do Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental, projeto inédito na pasta, é fortalecer a prática de condutas humanizadas e terapêuticas no âmbito da saúde mental.

Os profissionais do Samu serão preparados para prestar assistência cada vez mais adequada a pacientes que utilizam o serviço e apresentam quadros, por exemplo, como ansiedade, depressão, violência autoprovocada, inclinação a tirar a própria vida e transtornos por uso de substâncias psicoativas.

“É muito importante que todas as equipes de todos os níveis de atenção saibam como abordar a saúde mental. Ela não está dissociada da saúde física, as duas precisam andar juntas. Quanto mais a gente puder expandir a formação para intervir e acolher as demandas, melhor”, afirma Larissa Polejack, professora associada do Instituto de Psicologia da UnB.

Aulas práticas

A capacitação é promovida pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), em parceria com o Samu-DF, e ministrada por profissionais especialistas, com aulas teóricas e práticas.

O ponto alto do curso, segundo o ministério, são as simulações realísticas, que replicam situações de emergência atendidas pelo Samu. A metodologia de treinamento inovadora é apoiada por tecnologias de alta complexidade, com cenários reais que favorecem um ambiente participativo e de interatividade.

Os instrutores simulam o atendimento desde a chamada realizada pelo paciente ou um familiar até o devido encaminhamento às unidades de saúde. Há, inclusive, atores que encenam as ações, criando o ambiente ideal para a consulta e colocando os profissionais à prova.

Entre as situações a serem abordadas, estão surtos psicóticos, abuso de álcool, comportamento suicida, agitação psicomotora e até mesmo o melhor jeito de comunicar más notícias, como a morte de um parente.

A capacitação integra as ações do Comitê Gestor de Política Nacional de Prevenção da Automutilação e o Suicídio, que regulamenta a Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, prevista na Lei nº 13.819, de 26 de abril de 2019.

Para a psicóloga e especialista em ansiedade Karla Perez, “é um programa muito importante, que pode ajudar muito, uma vez que nem todas as equipes têm experiência voltada para isso”. A profissional sugere que o curso seja ampliado no futuro: “Seria interessante abrir também para pessoas da sociedade que tenham interesse em aprender a lidar com esse tipo de situação”.

Investimentos em Saúde Mental no Brasil

No âmbito da saúde mental, o Ministério da Saúde ampliou os investimentos. Aproximadamente R$ 650 milhões foram aplicados na aquisição de medicamentos do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Só em 2020, a pasta investiu cerca de R$ 1,5 bilhão para a abertura de novos serviços da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

Além disso, o órgão disponibilizou cerca de R$ 99 milhões para ampliar e qualificar o atendimento prestado pelos 2.742 Centros de Atenção Psicossocial (Caps) em todo o Brasil. Pelo menos 3.164 estabelecimentos da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) fornecem consulta sobre saúde mental no país.

Atualmente, a Raps conta com 796 Residências Terapêuticas; 69 Unidades de Acolhimento (adulto e infantojuvenil); 1.802 leitos de saúde mental em hospitais gerais; 13.098 leitos em hospitais psiquiátricos; 59 equipes multiprofissionais de atenção especializada em saúde mental; e 144 Consultórios na Rua.

O Ministério da Saúde desenvolve, ainda, desde setembro de 2020, a qualificação de profissionais da saúde, educadores da rede pública e privada de ensino, líderes de associações religiosas, profissionais de conselhos tutelares, entidades beneficentes e movimentos sociais e corporações militares por meio dos cursos Prevenção do Suicídio e Prevenção da Automutilação, disponíveis gratuitamente no UniverSUS Brasil.

A preocupação do ministério com a saúde mental da população, ampliando os investimentos na área, é elogiada por especialistas. “Faz toda a diferença do mundo para o paciente. Ainda existe muito preconceito com essas questões, e é importante saber que elas fazem parte da vida. Sentir-se acolhido, respeitado e enxergado na sua necessidade é essencial. Afinal de contas, o tratamento universal é o que o SUS preconiza”, diz a psicóloga Larissa Polejack.

Colaboraram Juliana Contaifer e Celimar Meneses

16 agosto 2021

Covid-19: Brasil registra mais de 13.9 mil casos da doença; RJ segue com maior taxa de letalidade do país

A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, ultrapassa 19 milhões

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O Brasil registrou mais 13.957 casos e 270 óbitos por Covid-19, neste domingo (16), de acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 20,3 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é superior a 569 mil.

 
A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, ultrapassa 19 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,61%), embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do país é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,65%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,23%
  • Pernambuco – 3,19%
  • Maranhão – 2,87%
  • Pará – 2,81%
  • Goiás – 2,80%
  • Mato Grosso – 2,58%
  • Paraná – 2,58%
  • Ceará – 2,57%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Alagoas – 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,53%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,43%
  • Piauí – 2,20%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Bahia – 2,16%
  • Sergipe – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,13%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,99%
  • Tocantins – 1,68%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,58%
  • Roraima – 1,57%        

Em relação aos municípios, a cidade de Janduís (RN) permanece com a maior taxa de letalidade da Covid-19 do país: 50%. Em seguida aparecem São Luiz do Paraitinga (SP), com 32,50%; Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; e Paço do Lumiar (MA), que registra 16,02%.

Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles, Campo Azul (MG), Guabiju (RS), Lavandeira (TO), Pedra Preta (RN) e Sítio d'Abadia (GO).

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Fonte: Brasil 61

12 agosto 2021

Anvisa autoriza uso emergencial de novo medicamento para Covid-19

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença

Regkirona. Foto: Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou temporariamente o uso emergencial, em caráter experimental, do medicamento Regkirona (regdanvimabe) para tratamento da Covid-19. Esse é o quarto medicamento autorizado no Brasil para o vírus.

O regdanvimabe é um anticorpo monoclonal, ou seja, um produto biológico produzido em laboratórios e que reproduz anticorpos que ajudam o organismo no combate à doença. Ele é indicado para o tratamento de Covid-19 leve a moderada em pacientes adultos que não necessitam de suplementação de oxigênio, com infecção confirmada por laboratório e que apresentam alto risco de progressão para a doença em sua forma mais grave. 

É importante destacar que esses anticorpos não previnem a doença. Após avaliação técnica, a solicitação do uso do medicamento foi submetida à avaliação da diretoria responsável pelos pedidos de autorização de uso emergencial de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. 

Os resultados dos ensaios clínicos com os anticorpos monoclonais mostraram uma redução dos danos pulmonares, diminuição da viremia (presença de vírus no sangue) e do risco de hospitalização, o que levou a aprovação desse tipo de medicamento para uso emergencial, em casos específicos.  

Fonte: Brasil 61

11 agosto 2021

Pesquisadores criam aparelho para medir concentração da Covid-19 em ambientes

Objetivo do estudo é entender melhor o contágio pelo vírus e avaliar as formas de prevenção contra a doença

Foto: PIRO4D (Pixabay)
Pesquisadores estão testando um aparelho moderno com capacidade para capturar e medir a carga do vírus da Covid-19 em diversos ambientes, a partir de aerossóis presentes na atmosfera. O equipamento, chamado de CoronaTrap, foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), com o objetivo de coletar informações mais precisas sobre a concentração do coronavírus e sua capacidade de contágio.

Segundo o coordenador do projeto, o biofísico Heitor Evangelista, “a maioria das pesquisas sobre risco de contágio está baseada em modelos teóricos”, explicou. Por isso, o grupo está tentando verificar isso na prática. As pesquisas levam em consideração que uma grande capacidade de contágio foi encontrada em hospitais, por isso, os pesquisadores querem realizar os testes em escolas públicas e na estação ferroviária Central do Brasil - todos locais de grande aglomeração.

O equipamento captura o vírus e armazena em um recipiente, assim eles são mantidos em baixas temperaturas para que não se degradem. O biofísico explicou, ainda, que a equipe identificou uma grande diferença entre a quantidade de vírus em ambientes fechados e abertos. Enquanto ao ar livre, o CoronaTrap fica praticamente sem vírus, em determinados locais fechados com aglomerações, com menos luz e temperatura mais baixa, a concentração de vírus pode ser maior.

Fonte: Brasil 61

06 agosto 2021

Covid-19: Butantan recebe insumos para produzir mais 8 milhões de doses da CoronaVac

 O envase e a rotulagem da vacina começam nesta sexta-feira (6) e devem durar de 15 a 20 dias

CoronaVac. Foto: Divulgação

O Instituto Butantan recebeu, nesta quinta-feira (5), mais 4 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima para a produção da vacina contra o coronavírus CoronaVac. A carga chegou no início da manhã vinda de Pequim, na China, enviada pelo laboratório Sinovac.

Os insumos são suficientes para fabricar até 8 milhões de doses do imunizante. O envase e a rotulagem da vacina começam nesta sexta-feira (6) e devem durar de 15 a 20 dias.


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No último domingo (1º), o instituto recebeu 2 mil litros de matéria-prima, que possibilita a produção de 4 milhões de doses. A expectativa é que no próximo domingo (8) cheguem mais 2 milhões de doses prontas da vacina.

O Butantan já entregou para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) 64,8 milhões de doses da vacina contra a covid-19. O instituto assinou dois contratos com o Ministério da Saúde para o fornecimento de um total de 100 milhões de doses.

Fonte: Brasil 61

05 agosto 2021

Síndrome de Guillain-Barré: 35 casos foram notificados no País após vacinação contra a Covid-19

Os eventos adversos foram relacionados às vacinas AstraZeneca, Janssen e CoronaVac. De acordo com a Anvisa, episódios pós-vacinação são raros, mas já conhecidos e relacionados a outros imunizantes, como o da Influenza


Vacina - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Após a vacinação contra a Covid-19, casos raros da síndrome de Guillain-Barré (SGB) têm sido relatados no Brasil. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), existem 35 notificações de casos suspeitos no país. Até o dia 27 de julho haviam sido reportados 34 casos suspeitos de SGB, sendo 27 casos após a imunização com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, 3 casos com a vacina da Janssen e 4 casos com a Coronavac.

Não foram recebidos casos de SGB com a vacina Comirnaty (Wyeth/Pfizer). A Anvisa informou ainda que 1 óbito foi notificado, mas sem associação confirmada entre a vacina e a síndrome. 

A síndrome de Guillain-Barré (SGB) é um distúrbio neurológico autoimune raro, no qual o sistema imunológico danifica as células nervosas. Segundo informou a Anvisa a reportagem, os episódios pós-vacinação também são raros, mas já conhecidos e relacionados a outras vacinas, como a da Influenza (gripe).  

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Vacina mais aplicada no País continua sendo a AstraZeneca/Oxford

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A maioria das pessoas se recupera totalmente do distúrbio. O principal risco provocado pela síndrome é quando ocorre o acometimento dos músculos respiratórios. Nesse último caso, a SGB pode levar à morte, caso não sejam adotadas as medidas adequadas. 

Sinais e sintomas da síndrome de Guillain-Barré 

A médica coordenadora de UTI neurológica da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Viviane Cordeiro Veiga, explica que a SGB se manifesta entre duas a quatro semanas após quadros de infecção, acometendo as raízes dos nervos de forma aguda. “Inicialmente, o mais frequente é uma sensação de dormência e queimação que começa nas pernas. Então, nos membros inferiores ela tem um caráter progressivo. Dali ela vai para o tronco e para os membros superiores da face, podendo acometer também a parte da deglutição e comprometer a respiração”, explica.

De acordo com a médica, alguns pacientes precisam de UTI e podem chegar a ser entubados.

O tratamento para a síndrome de Guillain-Barré varia de acordo com a condição clínica de cada paciente. “Ele [paciente] pode usar a medicação imunoglobulina ou pode usar plasmaférese, que é um processo de filtração do sangue que vai limpar esses anticorpos que estão causando as lesões”, explica Viviane Cordeiro Veiga.

Relação da vacinação contra a Covid-19 e SBG

Como frisado pela Anvisa, a SGB pós-vacinação é um evento adverso conhecido de outras vacinas, como a da Influenza. Mas ainda não se sabe, em números, quais as chances de desenvolver a síndrome de Guillain-Barré após a imunização.

O indicado por especialistas é que diante de sintomas da SGB, deve-se procurar atendimento médico imediatamente. Entretanto, segundo o infectologista Julival Ribeiro, mesmo com a possibilidade de desenvolver SGB, as complicações de quem contrai a Covid-19 podem ser mais graves que possíveis reações à vacinação. 

“Quem tem Covid pode morrer, ficar em terapia intensiva e desenvolver casos muito graves. Vale salientar que as vacinas continuam sendo a melhor arma para prevenir a Covid-19, além do que, as vacinas são seguras e eficazes. Portanto, vacinar continua sendo a melhor arma para combater o vírus. Eventos adversos raros tem em qualquer imunização”, destaca Julival.

Orientações

A Anvisa solicitou que os detentores de registro das vacinas Oxford/AstraZeneca/Fiocruz, Janssen e Coronavac incluam nas bulas dos respectivos produtos informação sobre o possível risco de SGB, para que casos da síndrome possam ser identificados, tratados e notificados. 

“Os profissionais de saúde devem se atentar para os sinais e sintomas de SGB para garantir o diagnóstico correto, a fim de iniciar os cuidados de suporte e tratamento adequados e descartar outras causas'', alerta a Anvisa.

Cidadãos e profissionais de saúde podem notificar eventos adversos pelo e-SUS Notifica e pelo formulário web do VigiMed. Se o caso for de queixa técnica ou de desvios de qualidade observados em vacinas, seringas, agulhas e outros produtos para saúde utilizados no processo de vacinação, as notificações devem ser feitas pelo Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – Notivisa. 

Empresas detentoras de registro ou de autorização temporária de uso emergencial de vacina também devem usar o VigiMed para notificar eventos adversos e o Notivisa para queixas técnicas e desvios de qualidade.  
 

Fonte: Brasil 61



04 agosto 2021

Butantan entrega mais 2 milhões de doses de CoronaVac ao PNI

Foto: Amanda Perobolli/Reuters

Liberações chegam a 64,8 milhões de doses desde janeiro

 





O governo de São Paulo entregou hoje (4) ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) mais 2 milhões de doses da vacina contra covid-19 CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Com a nova entrega, as liberações chegam à marca de 64,8 milhões de doses fornecidas ao Ministério da Saúde desde 17 de janeiro, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo informações do governo estadual, em julho foram entregues mais de 10 milhões de doses do imunizante, produzidos a partir de 6 mil litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) recebidos no dia 26 de junho. Na noite do último domingo (1º), o instituto recebeu uma carga de 2 mil litros de matéria-prima para produzir e entregar mais 4 milhões de doses da CoronaVac. 

As vacinas liberadas hoje fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de de doses do imunizante. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio.

Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil - São Paulo

Edição: Graça Adjuto

Fonte - https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-08/butantan-entrega-mais-2-milhoes-de-doses-de-coronavac-ao-pni

03 agosto 2021

Covid-19: média móvel de mortes é a menor desde 18 de janeiro; Rio de Janeiro têm a maior taxa de letalidade do país

 Brasil registrou mais de 15 mil casos e 389 mortes entre domingo e segunda-feira

Foto: Freepik
O Brasil registrou 15.143 casos e 389 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 19,9 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 557.223. 

 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, está em 960, a menor desde 18 de janeiro. O Rio de Janeiro é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,75%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • Rio de Janeiro – 5,75%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,25%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,86%
  • Pará – 2,80%
  • Goiás – 2,80%
  • Mato Grosso – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,55%
  • Alagoas – 2,53%
  • Mato Grosso do Sul – 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,44%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Bahia – 2,16%
  • Sergipe – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,13%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,62%
  • Amapá – 1,58%
  • Roraima – 1,55%          

Covid-19: Anvisa faz alerta sobre casos raros de distúrbio neurológico autoimune após vacinação

Gestantes que tomaram 1ª dose da AstraZeneca devem receber Pfizer, diz Saúde

Posso doar sangue após tomar a vacina contra a Covid-19?

No recorte por municípios, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) registra a maior letalidade da Covid-19 do país: 28,95%. Na sequência vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,29%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 
 
Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles estão Boa Esperança do Iguaçu (PR), Cedro do Abaeté (MG), Flor do Sertão (SC),  Guarani de Goiás (GO) e Massapê do Piauí (PI). 

Segundo o Ministério da Saúde, mais de 18,6 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 709 mil estão em acompanhamento. Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid. 

Fonte: Brasil 61

02 agosto 2021

Covid-19: Brasil registra mais de 20 mil novos casos e 465 óbitos pela doença; RJ ainda é o estado com a maior taxa de letalidade do país

 Desde o início da pandemia, quase 20 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é superior a 556 mil

Hospital de campanha Covid-19. Foto: Agência Brasil

O Brasil registrou mais 20.503 casos e 464 óbitos por Covid-19, nesta segunda-feira (2), de acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, quase 20 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é superior a 556 mil.

A quantidade de pessoas recuperadas da doença, por sua vez, ultrapassa 18,6 milhões. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,74%), embora não conte com o maior número de vítimas fatais. O índice médio de letalidade do país é de 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,74%
  • São Paulo – 3,42%
  • Amazonas – 3,25%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,86%
  • Pará – 2,80%
  • Goiás – 2,80%
  • Mato Grosso – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,56%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,55%
  • Alagoas – 2,53%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,44%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Bahia – 2,16%
  • Sergipe – 2,15%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,13%
  • Acre – 2,06%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,55%          

Em relação aos municípios, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) permanece com a maior taxa de letalidade da Covid-19 do País: 28,95%. Em seguida aparecem Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,30%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 

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Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles, estão Bodó (RN), Desterro do Melo (MG), São Francisco do Brejão (MA), Riachão do Bacamarte (PB) e Novo Tiradentes (RS). 

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

Fonte: Brasil 61

31 julho 2021

Inteligência artificial pode desafogar sistema de saúde na pandemia

 

Robô ajuda a fazer triagem de pacientes com covid-19


Reuters/Agustin Marcarian
Estudo feito em parceria por pesquisadores da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fundação Getulio Vargas (FGV) e Instituto Laura Fressatto provou que atendimentos feitos com uso de inteligência artificial, por meio do robô Laura Care, ajudaram a desafogar o sistema de saúde durante a pandemia de covid-19.

O médico Murilo Guedes, pesquisador pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da PUCPR, disse à Agência Brasil que foi desenvolvido um algorítimo de inteligência artificial (IA) que tem a capacidade de fazer a triagem de pacientes com covid-19. “O paciente entra em contato com a plataforma do robô Laura e digita algumas informações que o robô identifica e interpreta. O paciente tanto pode receber informações, como prevenção, vacinas e orientações sobre covid-19, mas também pode descrever os sintomas [que está sentindo] para o algorítimo”.

A partir da descrição dos sintomas, o algorítimo detecta a gravidade da doença no paciente, disponibilizando as informações para um profissional de saúde. A ferramenta funciona como um pronto atendimento digital, fazendo triagens e encaminhamentos para o atendimento e acompanhamento de pacientes.

Se o paciente é classificado como leve, ele continua em interação com o robô, fazendo atualizações a cada três dias para que sejam tomadas as medidas apropriadas. Se o paciente piora, o robô redireciona o paciente para um teleatendimento com enfermeiro ou médico, para consulta por mensagem ou vídeo.

Segundo Murilo Guedes, a ferramenta permite o atendimento por níveis de cuidado, otimizando o uso inteligente dos recursos e o atendimento imediato do usuário.

Análises

O trabalho analisou atendimentos feitos por essa plataforma a 24,1 mil pessoas, entre julho e outubro de 2020, em três municípios: Curitiba (PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva (SP). Desse total, 44,8% dos pacientes foram classificados com sintomas leves de covid-19, 33,6% dos casos foram considerados moderados e apenas 14,2% foram diagnosticados como casos graves da doença.

Segundo os pesquisadores, o atendimento feito com inteligência artificial, ao mesmo tempo que se apresenta como solução para a triagem de pacientes e acompanhamento da evolução dos sintomas da covid-19, faz com que o acesso ao sistema de saúde ocorra de maneira coordenada, contribuindo para não sobrecarregar os hospitais e unidades de pronto atendimento.

Os resultados preliminares de viabilidade dessa tecnologia constam do estudo Covid-19 in Brazil - Preliminary Analysis of Response Supported by Artificial Intelligence in Municipalities, publicado no jornal Frontiers in Digital Health, considerado referência internacional para trabalhos que abordam as intersecções entre saúde e tecnologia.

Eficácia

No momento, os pesquisadores estão executando novos estudos com o robô Laura Care para avaliar a segurança e eficácia desse algorítimo para implementação em mais ampla escala, em nível nacional. “O que a gente ainda precisa fazer, daqui para a frente, é mostrar que a ferramenta tem eficácia na avaliação dela e que ela é segura”. Essa fase nova tem prazo de conclusão prevista em torno de três a seis meses.

Murilo Guedes afirmou que a tecnologia está sendo aplicada em outros contextos, sejam públicos, como sistemas de saúde municipais, ou privados, como seguradoras de saúde. “Ou outras instituições que possam se beneficiar da triagem, usando inteligência artificial para pacientes que procuram pronto atendimento”. Isso se aplica não só para a covid-19, mas para outras doenças.

De acordo com o pesquisador, o objetivo é que a tecnologia seja aplicada em todos os contextos na medicina de urgência e emergência, para triagem de pacientes para pronto atendimento. “O grande objetivo aqui é otimização de recursos em saúde para desafogar as instituições de saúde”, disse o pesquisador da universidade. 

Por Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro

Edição: Maria Claudia

Fonte: Agência Brasil

30 julho 2021

Covid-19: país tem 554 mil mortes. SP segue com maior taxa de óbitos e Rio lidera taxa de letalidade

 Nas últimas 24h, o país registrou 42.283 novos casos confirmados de Covid-19 e total subiu para 19,8 milhões

Foto: Divulgação Internet

Dados do Ministério da Saúde reunidos no painel Covid-19 do portal Brasil61.com, nesta sexta-feira (30), mostram que o país teve 1.318 mortes nas últimas 24 horas causadas pelo coronavírus. O total de óbitos acumulados é de 554,4 mil. 

São Paulo segue como o estado com maior número de vítimas, com 138.436 mortes. Rio de Janeiro, com 58.973, e Minas Gerais, com 50.225, também lideram o ranking de óbitos por Covid-19 entre os estados.  

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Nas últimas 24h, o país registrou 42.283 novos casos confirmados de Covid-19 e o total subiu para 19,8 milhões. Os casos recuperados desde o início da pandemia são cerca de 18,5 milhões. 

A taxa de letalidade da Covid-19 no país, que é a média relacionada ao total de óbitos entre a quantidade de pessoas infectadas, está em 2,8% no Brasil. Rio de Janeiro é o estado com maior taxa de letalidade do país, com média de 5,7%. São Paulo, com 3,4%, e Amazonas, com 3,2%, também estão entre os estados com maiores taxas de letalidade do país.  

Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro – 5,75%
  • São Paulo – 3,43%
  • Amazonas – 3,25%
  • Pernambuco – 3,18%
  • Maranhão – 2,86%
  • Goiás – 2,81%
  • Pará – 2,80%
  • Mato Grosso – 2,58%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,56%
  • Paraná – 2,54%
  • Alagoas – 2,52%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,44%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Sergipe – 2,16%
  • Bahia – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,14%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,54%

Nos Municípios 

Entre os municípios, São Luiz do Paraitinga (SP) tem a maior letalidade do país: 28,95%. Na sequência, vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,32%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 

Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, algumas cidades aparecem com índice de zero, por não terem registrado óbitos, como São Francisco do Brejão (MA), Santa Filomena do Maranhão (MA), Patis (MG), Bonito de Minas (MG) e Massapê do Piauí (PI), todas com mais de 5 mil habitantes.

Acesse Painel Covid-19 aqui! 

Fonte: Brasil 61

28 julho 2021

Tóquio tem segundo dia seguido com recorde de novos casos de covid-19

 Capital japonesa registrou 3177 infectados nesta quarta-feira (28)

Sede da Olimpíada, Tóquio registrou 3.177 novos casos de covid-19 nesta quarta-feira (28), segundo as autoridades, o segundo dia seguido com recordes e um crescimento de infecções que coloca pressão sobre os hospitais.

O aumento intensificará as preocupações em relação aos Jogos, que estão sendo realizados sob condições sem precedentes, incluindo a proibição de torcedores na maioria dos locais de competição.

Esse crescimento é também mais um problema para o primeiro-ministro Yoshihide Suga, cuja taxa de aprovação está em seu menor patamar desde que assumiu o poder no último mês de setembro, antes das eleições para a liderança do partido governista e eleições gerais este ano.

Governadores de três prefeituras perto de Tóquio pedirão que o governo declare estados de emergência em suas regiões até quinta-feira, afirmou o ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, que lidera a resposta do Japão à covid-19, a um painel parlamentar.

Falando antes de os últimos números serem anunciados, ele disse que casos devem subir nos próximos dias porque a testagem pode estar atrasada devido aos feriados da última semana.

"Acho que entramos em uma tendência de crescimento agudo dos casos, que era o que eu mais temia", disse o governador de Kanagawa, prefeitura perto de Tóquio, Yuji Kuroiwa, a repórteres. Kanagawa e as prefeituras próximas de Chiba e Saitama estão vendo os casos saltarem.

"Meu coração dói"

Organizadores da Olimpíada de Tóquio relataram na quarta-feira 16 novos casos de covid-19 relacionados aos Jogos, chegando a um total de 169 desde 1º de julho. Atletas olímpicos, funcionários e a imprensa precisam seguir regras rígidas que incluem testes frequentes.

"Como morador e também como organizador, meu coração dói que os números estejam crescendo", disse o porta-voz de Tóquio 2020 a uma entrevista coletiva.

Ele afirmou que medidas rígidas estavam em vigor dentro da "bolha olímpica". Muitos japoneses estão preocupados com a disseminação de infecções de participantes da Olimpíada.

Suga afirmou na terça-feira que as pessoas estavam se locomovendo menos e pediu que elas fiquem em casa o máximo possível e vejam a Olimpíada pela televisão. Afirmou que cancelar os Jogos não era uma opção.

Mas o parlamentar de oposição do Partido Constitucional Democrático do Japão, Jun Azumi, disse que o governo estava sendo otimista demais na sua avaliação da pandemia, o que poderia piorar as coisas no futuro.

"A menos que ele revise sua visão da situação das infecções, quando a Olimpíada terminar, haverá uma séria crise nacional afetando as vidas das pessoas, começando com o colapso do sistema de saúde", teria dito segundo a emissora pública de televisão NHK.

Muitos japoneses estão cansados das restrições no geral voluntárias e alguns especialistas dizem que a decisão do governo de seguir em frente com a Olimpíada enviou uma mensagem confusa sobre a necessidade de ficar em casa, o que seria um risco maior do que qualquer disseminação direta de participantes olímpicos.

* Reportagem adicional de Ami Miyazaki, Mari Saito, Ritsuko Ando e Makiko Yamazaki

Fonte: Linda Sieg e Takaya Yamaguchi * - Tóquio AGENCIA BRASIL


Covid-19: Brasil registra 41.411 casos e 1.333 óbitos em 24h; Rio de Janeiro têm maior taxa de letalidade do país (5,75%)

 Média móvel de mortes continua em queda e está em 1.094

Acácia Pinheiro/Agência Brasília

O Brasil registrou 41.411 casos e 1.333 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a mais recente atualização do Ministério da Saúde. Ao todo, mais de 19,7 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O número de pessoas que morreram pela doença no país é de 551.835.

 
A média móvel de mortes, que leva em conta os óbitos dos últimos sete dias, está em 1.094, e segue tendência de queda. O Rio de Janeiro continua a ser o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,75%, seguido de São Paulo, Amazonas, Pernambuco e Maranhão. A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. 
 
Taxa de letalidade nos estados 

  • Rio de Janeiro - 5,75%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,25%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,87%
  • Goiás - 2,82%
  • Pará - 2,80%
  • Mato Grosso – 2,59%
  • Minas Gerais – 2,57%
  • Ceará – 2,55%
  • Paraná – 2,54%
  • Alagoas – 2,52%
  • Mato Grosso do Sul - 2,51%
  • Rondônia – 2,47%
  • Rio Grande do Sul – 2,45%
  • Piauí – 2,21%
  • Espírito Santo – 2,19%
  • Sergipe – 2,16%
  • Bahia – 2,16%
  • Distrito Federal – 2,14%
  • Paraíba – 2,14%
  • Acre – 2,07%
  • Rio Grande do Norte – 1,97%
  • Tocantins – 1,67%
  • Santa Catarina – 1,61%
  • Amapá – 1,57%
  • Roraima – 1,54%          

Gestantes que tomaram 1ª dose da AstraZeneca devem receber Pfizer, diz Saúde

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Covid-19: pesquisadores recomendam aplicação da terceira dose da Coronavac

A nível municipal, a cidade de São Luiz do Paraitinga (SP) registra a maior letalidade da Covid-19 do país: 28,95%. Na sequência vêm Boa Vista do Gurupi (MA), com 26,67%; Miravânia (MG), com 20%; Paço do Lumiar (MA), que registra 16,48%; e Ribeirão (PE), cujo índice é de 15,84%. 
 
Entre os municípios com as menores taxas de letalidade do Brasil, vários têm esse índice cravado em 0%, pois não confirmaram nenhum óbito pela doença até o momento. Entre eles estão Benjamin Constant do Sul (RS), Bodó (RN), Campo Azul (MG), Flor do Sertão (SC) e Guarani de Goiás (GO). 
 
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 18,4 milhões de brasileiros se recuperaram da Covid-19. Outros 730 mil estão em acompanhamento. Os números têm como base o repasse de dados das secretarias estaduais de saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid. 
  

Fonte: Brasil 61

27 julho 2021

Ministério da Saúde dá mais autonomia aos gestores municipais na vigilância epidemiológica

 As portarias publicadas pela pasta instituem a Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH) e a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh)


SUS. Foto: Agência Brasil.

O Ministério da Saúde publicou duas portarias que devem dar mais autonomia à gestão municipal. Elas instituem a Vigilância Epidemiológica Hospitalar (VEH) e a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh). 

A primeira tem como objetivo o fortalecimento e descentralização da Vigilância Epidemiológica no âmbito hospitalar, dando aos gestores municipais elementos de apoio à tomada de decisão frente aos eventos de interesse para a saúde. Já a segunda permite o conhecimento, a detecção, a preparação e a resposta imediata às emergências em saúde pública que ocorram no âmbito hospitalar municipal.

CFM agiu com timidez e sem representatividade frente aos desafios da pandemia

Ministério da Saúde classifica bariátrica como essencial e cirurgia deve ser priorizada na saúde pública

Os hospitais estratégicos serão definidos de acordo com a importância epidemiológica para a Rede, considerando os critérios estabelecidos pelo Ministério, e deverão operar como unidade de sentinela no território.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) chama atenção dos gestores municipais sobre as competências locais, como a identificação dos hospitais estratégicos para compor a Rede em seu território, além do apoio à estruturação e a manutenção dos NHE que passarem a integrar a Rede.
 

Fonte: Brasil 61

26 julho 2021

Ministério da Saúde classifica bariátrica como essencial e cirurgia deve ser priorizada na saúde pública

 Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos da Covid-19, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo SUS no último ano

Foto: Divulgação/Sbcbm

O Brasil perdeu 36.331 vidas nesta pandemia de pessoas com obesidade, fator de risco para o agravamento de quadros da Covid-19. Somente na capital federal, 15,3% dos óbitos relacionados ao vírus foram de brasilienses com essa comorbidade. Por conta desse cenário, o Ministério da Saúde classificou a cirurgia bariátrica como um dos procedimentos eletivos essenciais.

A operação deverá ser priorizada na saúde pública e suplementar com retomada dos procedimentos em até 12 semanas, a contar do começo de julho, quando a recomendação foi publicada no documento Diretrizes da Atenção Especializada no Contexto da Pandemia de Covid-19, do Governo Federal.

Ao contrário de doenças pré-existentes como cardiopatia e diabetes, responsáveis pela maior parte dos casos de óbitos relacionados à Covid-19 de pessoas com comorbidades, a obesidade tem como característica a letalidade maior em pessoas com menos de 60 anos que acabam falecendo por conta da infecção, como mostra o último boletim epidemiológico especial publicado pelo Ministério da Saúde. Foram 21.336 óbitos registrados nessa população, enquanto 14.995 mortes foram de idosos. 

Questão de saúde

Todos esses fatos e estatísticas mostram que a cirurgia indicada em casos de obesidade é um procedimento baseado na saúde do paciente. É isso que explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), Fábio Viegas. O especialista avalia que entender a cirurgia bariátrica como um procedimento estético é minimizar a obesidade mórbida. 

“O paciente obeso mórbido possui uma incidência elevadíssima de morte precoce. 70% dos pacientes obesos mórbidos vão morrer antes dos 50 anos de idade, e vão morrer porque possuem hipertensão grave, diabetes, câncer de mama, câncer de endométrio, câncer de colo, vão morrer de apneia do sono, ou vão desenvolver insuficiência cardíaca, enfim. São mais de cinquenta doenças associadas.”

O médico ressalta ainda que é preciso analisar a obesidade mórbida como uma doença, pois o senso comum ainda enxerga o fator como algo possível de mudança, algo exclusivamente comportamental. “O obeso mórbido não é obeso porque quer. Nós estamos falando de uma doença que é metabólica, que é genética, que é multifatorial. Hoje, a obesidade mórbida é a principal causa de mortalidade no mundo, e, no Covid grave, nós assistimos uma incidência elevadíssima de pacientes jovens morrendo de Covid-19 porque eram obesos”, lembra.

Saúde afetada

Mariana Areal, 26 anos, realizou a cirurgia há pouco mais de um ano, por perceber que o sobrepeso estava prejudicando a saúde de diversas formas. “A minha saúde já estava muito afetada, eu tinha esteatose hepática, estava pré-diabética e alguns problemas que o sobrepeso acaba acarretando. Minha vida mudou totalmente. Eu tenho motivação para fazer pequenas coisas, coisas do dia a dia, que o peso atrapalhava. Porque também é um processo psicológico”, conta.

A estudante também cita o preconceito que existe na sociedade em relação à obesidade, diferente de outras doenças comuns. “Fui muito criticada por fazer essa escolha, com a idade que eu tenho, e ainda existe uma visão de que a cirurgia bariátrica é considerada muito perigosa, muito agressiva, mas isso mudou. A falta de informação também gera um preconceito. Sempre tem alguém que vai falar que era só fazer dieta, ir para a academia, ‘trancar’ a boca. Sempre tem alguém para julgar um processo pelo qual não tem conhecimento, mas a cirurgia era meu último recurso para recuperar a saúde”, diz Mariana. 

Queda na pandemia

Apesar de fundamental para reduzir chance de óbitos e agravamento de casos de infecção pelo novo coronavírus, as cirurgias bariátricas tiveram queda de 69,9% no número de procedimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no último ano. Foram realizados 12.568 tratamentos cirúrgicos de obesidade em 2019 e apenas 3.772 em 2020. 

Em 2021, até o mês de maio, o SUS registrou somente 484 cirurgias. No documento de diretrizes da atenção especializada do Ministério da Saúde, há o destaque de que o retardo no tratamento da obesidade pode resultar no aumento da morbimortalidade, e que é preciso acelerar o processo, pois o atraso resultará em danos maiores aos pacientes, com maior custo e sobrecarga, a médio prazo, para o sistema de saúde.

Fonte: Brasil 61