Mostrando postagens com marcador Política Nacional. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Política Nacional. Mostrar todas as postagens

20 novembro 2021

Obrigada, Bolsonaro

Apesar de tudo, precisamos reconhecer: o presidente fez muito pela população, que tem a chance de crescer após a experiência do seu governo. Aqui, vou elencar alguns dos presentes que JB nos ofertou.


Por Fabiana Moraes
The Intercept Brasil


📷André Coelho/Bloomberg via Getty Images
É VERDADE QUE ele não foi muito feliz na condução da pandemia, da economia, da educação. Também é verdade que ele não costuma se responsabilizar pelo próprio governo, atribuindo a culpa da inflação, do desemprego, do preço alto da gasolina, de mercúrio retrógrado, etc. aos governadores, à imprensa, ao tempo, ao vírus, ao Congresso, ao Senado. É igualmente real que, sob seu governo, o país tenha atingido recordes de desmatamentos, que a carcaça de frango tenha virado item valorizado no supermercado e que a população vivendo com fome tenha, tristemente, aumentado.

Mas é preciso reconhecer – seja você de esquerda, progressista, liberal, social-democrata, centro-direita, conservador raiz ou nutela, etc. – que Jair Bolsonaro fez muito pela população brasileira. Ouso dizer: fez por esse povo o que nenhum outro/outra chefe de estado já fez. Quando falei a respeito com algumas pessoas, várias concordaram comigo e me lembraram de agradecer ao comandante do executivo por benesses das quais eu não recordava. Decidi reunir algumas dessas manifestações de gratidão ao presidente, e não é a sua baixa popularidade que vai me impedir de fazer isso publicamente.

Primeiro eu agradeço a Bolsonaro por finalmente ter acabado com a disseminada e internacionalizada ideia de que vivíamos em um país cordato e pacífico, onde violência era problema mesmo de morro e “comunidade”. Graças ao presidente, o mundo inteiro entendeu que boa parte daquele povo sorridente que lotava a Disney, fazia enxoval em Miami e queria “educação padrão Fifa” gosta mesmo é de segurar uma arma na mão, e não uma caipirinha.

Graças a Bolsonaro, identificamos como apesar de toda nossa óbvia mistura – realizada fortemente na base do estupro, como mostra esta pesquisa – há tanta gente evocando “pureza da raça”, fazendo apologia ao nazismo e fundando células criminosas como nunca antes neste país.

Eu agradeço a Bolsonaro por desmistificar a ideia de que as Forças Armadas são eficientes e estão a serviço do país. Por expor que boa parte do comando militar não atua pelo patriotismo, pela defesa da constituição ou soberania, e sim em benefício próprio, mirando a manutenção e multiplicação de seus benefícios. Por evidenciar que as FFAA são demasiadamente partidarizadas, com direito a general subindo em palanque sem ser constrangido pelo ato ilegal.

Eu agradeço a Bolsonaro por ter mostrado que, ao contrário do que se pensava, nunca fomos fruto de uma miscigenação festiva e requebrativa. Acabou-se o papo de que “somos todos iguais”, que “alma não tem cor” e que a empregada “é como se fosse da família”. Quando o presidente chama cabelo crespo de um negro de “criatório de baratas” e que “nem para procriar o quilombola serve mais”, ele expõe e finalmente libera esse racismo recalcado de nossa linda nação, aquela que ainda não superou dividir sala de universidade com gente preta ou pagar direito trabalhista a doméstica.

Eu agradeço a Bolsonaro por ser uma espécie de Marie Kondo de nossas relações sociais: ele nos ajudou a definir melhor como e com quem gastar nosso tempo, nossa energia e nosso amor. Agradeço a Bolsonaro por ele ter nos feito entender que parente não é necessariamente família, e que não é por compartilhar a mesma matriz sanguínea que estamos obrigadas ou obrigados a conviver com quem não vê nada demais (“ele só tava brincando!”) em um chefe de estado que boicota vacina, confraterniza com nazistaas, grita com jornalista (preferencialmente se for mulher), tira onda com sofrimento alheio, desmonta a pesquisa científica brasileira e veta ajuda financeira para estudantes e professores de escolas públicas que precisavam acessar internet para continuar estudando em plena pandemia.

Eu agradeço a Bolsonaro por mostrar a cara do Conselho Federal de Medicina e de milhares de médicos e médicas que ganharam muito dinheiro e fama vendendo um inexistente “tratamento precoce”; agradeço por ter exibido, via CPI da Covid-19, o imenso balcão de negócios que são os planos de saúde no Brasil, com direito a empresa (alô alô, Prevent Senior!) chamar óbito de alta hospitalar. Agradeço ao presidente por ter deixado ainda mais evidente os motivos pelos quais boa parte desta classe repudiou o Programa Mais Médicos: saúde boa é saúde paga, queridinha, e de preferência no conforto das capitais, em hospitais com “suíte Dubai”. Agradeço, não posso esquecer, por ele e seus ministros da saúde de competência restrita terem mostrado a mais gente para que serve um sistema de saúde universalizado e que chega a todas as regiões do país, o SUS.

Agradeço a Bolsonaro por escancarar ao mundo, em discursos na ONU ou outros púlpitos importantes do exterior, como nosso executivo é sustentado tantas vezes por mentiras, dados falsos ou distorcidos, publicados pela própria Secretaria de Comunicação do governo e por uma série de emissoras que costumam receber afagos do presidente.

Falando nisso, agradeço DEMAIS a Bolsonaro por mostrar de maneira simples, quase como um power point feito por Deltan Dallagnol, as diversas fragilidades e covardias da imprensa brasileira: primeiro, que o “apartidarismo” evocado com muita pompa era conversa para boi dormir, vide a assessoria de imprensa que grandes veículos nacionais prestaram a Moro e a Força Tarefa do MPF do Paraná; depois, que o conceito de democracia de nossos veículos de comunicação era (ou é) o mais pobre possível: enquanto o presidente e seus bolsonaretes estavam descendo lapada em gays, pretos, mulheres, transexuais, etc., ainda assim eram tratados pelos jornalistas como fazendo parte do “campo democrático”. Mas quando Bolsonaro começou a tratar muito mal toda uma sorte de repórteres e, por exemplo, a jogar bananas para eles em cercadinhos; quando falou em tirar concessões públicas de televisões, aí a água bateu na bunda e finalmente Bolsonaro se tornou um radical.

Agradeço a Bolsonaro por destruir definitivamente dois enormes “mitos” (com o perdão da palavra). Primeiro: a ideia de que, após a redemocratização, o Brasil só veria o progresso ano após ano, em uma lógica bem linear. Toda uma geração quebrou a cara. Nossa democracia estava só começando a se fortalecer quando o capitão foi adotado pelo mercado, higienizado pela imprensa e Judiciário e assim eleito presidente. Homenageou Ustra? “Ah, mas ele tava só brincando”. Segundo: sua eleição foi primeiramente endossada justamente por quem tinha mais escolaridade, o que mostra evidentemente que o conhecimento formal não garante uma opinião política defensável. Mesmo agora, tem muita gente formada em excelentes universidades com o dedo coçando para voltar a eleger um incompetente. Mas quem não sabe votar é nordestino pobre, não é?

Por sinal, falando em redemocratização, agradeço a Bolsonaro por trazer de volta a memória do processo constituinte, aquele texto que brigamos tanto para ver nascer, onde estava nosso já citado e querido SUS, por exemplo. Foi bom lembrar como era legal dançar rock de protesto da Legião Urbana e ainda nos ensinou que não se dorme quando há silêncio na casa do inimigo.

Preciso realmente agradecer a Bolsonaro por nos mostrar, através de seu ministro Paulo Guedes, que doutorado em Chicago às vezes vale tanto quanto uma bicicleta para um peixe: primeiro, o homem sugeriu fazer reformas em vez de oferecer auxílio em dinheiro aos pobres no começo da pandemia; depois, jurou que nossa crise econômica aconteceria em V: cairíamos feio, mas nos levantaríamos rapidamente logo depois. Acredito que, para a Faria Lima, Guedes deve ter prometido fontes públicas de leite, offshore e mel (é a única coisa que explica a continuidade do tesão). Quero agradecer especialmente ao ministro por mostrar que o receituário neoliberal para fazer a economia crescer é uma tremendíssima balela.

Tem mais gratidão, Bolsonaro: quero agradecer sinceramente ao presidente por mostrar para muito mais gente a qualidade de boa parte da classe política do nosso país: os que defendem sua permanência insistem em errar sem qualquer consequência, enquanto vários dos que opõem não agem mais efetivamente para enfraquecê-lo (o PDT e o PSB apoiando o calote dos precatórios que o digam).

Agradeço a Bolsonaro por me mostrar que vários amigos e muitos colegas de profissão, autodenominados progressistas, são na realidade ultraconservadores, apoiam a extrema direita e não fazem nada para uma transformação social no Brasil, na direção da dignidade coletiva e da diminuição do abismo social. Deles, tenho mantido uma saudável distância.

Agradeço a Bolsonaro por expor milhões de pessoas que estavam distantes do debate político e se sentiram convocadas para um ativismo muito particular: o da retaliação e destituição de uma eleição (e de um partido) e o desapreço por programas e pautas voltadas às políticas públicas que favoreciam o coletivo e o social. Por tirar a máscara dos isentões, dos que se faziam de alheios, desligados.

Agradeço a Bolsonaro por fazer com que conhecêssemos melhor os rostos do STF, do Senado, por nos mostrar que política é assunto de todas e todos; por entendermos melhor o que foram os crimes de Brilhante Ustra no período militar. Agradeço a Bolsonaro por evidenciar a imensa instrumentalização de Jesus Cristo, um nome mais fácil que nunca nos lábios de vendedores de armas, grileiros, lobistas e pastores que preferem ver uma criança estuprada parir um bebê a respeitar a própria legislação.

Agradeço a Bolsonaro por nos mostrar que manter o público engajado e alienado é mais importante e eficaz do que governar de verdade. Agradeço por ter revelado que muita gente que bota as mãos sobre o peito e manda um “gratidão” está conectada ao espírito da Deusa Interior, mas não à família em situação de insegurança alimentar da própria diarista. Esse povo gratiluz, que batiza o filho no Rio Solimões, coloca colarzinho de âmbar no bebê e, depois que ele dorme, vai ler os livros de Olavo de Carvalho.

Finalmente, quero agradecer a Bolsonaro e a seus filhos muito bem tratados pelo dinheiro público, acostumados a comer picanhas milionárias e a comprar mansões que tecnicamente não cabem em seus orçamentos, por mostrarem como é possível se escandalizar vendo uma porção de camarão em um espaço do MTST, mas nunca fazer o mesmo quando pessoas muito pobres apareceram catando ossos para comer.

Obrigada, Bolsonaro.

Participam deste texto: Lia da Conceição, Gilberto Garcia, João Feitosa, Ricardo Sabóia, Pedro Andrade, Maria Eduarda Rocha, Lucila Sciotti, Irecê Nabuco de Araújo, Gilvan Barreto, Moacir dos Anjos, João Henrique de Freitas Alves, Fernanda Rocha, Mardônio Cavalcanti, Mateus Yuri, Audry Silva, Neon Cunha, Clebio Junior. Saravá pelo obrigada coletivo.

18 setembro 2021

Vereador que tentou desobrigar uso de máscara morre de Covid-19 aos 34 anos

📷Divulgação
Por Rodrigo Scapolatempore

Defensor de um projeto que desobriga o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19, o vereador Thiarles Santos (PSL), de Uberlândia (MG), morreu nesta sexta-feira (17), aos 34 anos, em decorrência de complicações da doença.O parlamentar, que ficou quase um mês internado, deixa esposa e quatro filhos. A causa da morte foi confirmada à reportagem pelo hospital e pela assessoria do vereador.

Thiarles testou positivo em 16 de agosto. No mesmo dia, fez publicação nas redes sociais: “Fim do uso das máscaras. Jamais irei fazer qualquer distinção entre vacinados e não vacinados. Vamos lutar pelo não uso de máscara quando tivermos com 70% de vacinados, ou já tiverem contraído a doença”.

O PL (Projeto de Lei) chegou a ser protocolado na Câmara Municipal em agosto, mas ainda não foi discutido nas sessões ordinárias. No texto que justifica a proposta, Thiarles deu explicações -não comprovadas por órgãos científicos- de como a medida iria beneficiar pessoas que sofrem de problemas respiratórios.

“O ar quente dentro da máscara pode dificultar a respiração e desencadear crises respiratórias, como crises de asma. Se a máscara for muito apertada, pode desencadear ansiedade, alterando padrões respiratórios e causando muito desconforto”, afirmou ele, mesmo sem haver estudos que comprovem isso.

Na defesa do tema, reforçou ainda que o projeto visava desobrigar, e não impedir, que as pessoas usassem máscara na cidade. Depois de testar positivo, o vereador disse nas redes sociais que estava se recuperando bem, com tratamento em casa, e que não precisaria ser hospitalizado. No entanto, o quadro se agravou e ele precisou ser internado dias depois.

Na última terça (14), Thiarles apresentou forte instabilidade. Uma traqueostomia para aliviar a situação chegou a ser cogitada, mas foi adiada. Com os pulmões muito comprometidos, ele não resistiu e morreu na manhã de sexta.
Advogado, Thiarles era natural de Teixeira de Freitas, interior da Bahia. O velório vai ocorrer na manhã deste sábado (18) no Cemitério Parque dos Buritis, na cidade uberlandense.

Nas últimas semanas, Thiarles deixou claro o apoio às manifestações convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no dia 7 de setembro.

Mesmo internado, o parlamentar pediu que sua equipe participasse de uma motociata no dia 31 de agosto, quando Bolsonaro esteve em Uberlândia para a comemoração dos 133 anos da cidade. “O vereador, que se encontra recuperando da covid-19, é um grande apoiador do presidente, com quem compartilha pautas importantes como a defesa da vida, da família, da propriedade privada e da legítima defesa”, diz a legenda de vídeo em seu perfil no Instagram oficial, mostrando aglomeração durante o evento.

Não há recomendações de órgãos de saúde nacionais ou internacionais que defendam o relaxamento do uso da máscara no Brasil. Nenhuma cidade brasileira deixou de recomendar o material de proteção contra o coronavírus.

O equipamento é obrigatório em Uberlândia, com base na legislação municipal apoiada pelo Comitê de Enfrentamento à Covid-19. Na sexta, a cidade registrou 134 novos casos nas últimas 24 horas e tinha 66% dos leitos de UTI da rede municipal ocupados. Foram 3.055 mortes pela doença e mais de 120 mil casos, segundo último boletim.

Sem fazer menções ao projeto, o Legislativo local prestou condolências. “O vereador Thiarles Santos deixou sua história e legado na Câmara Municipal de Uberlândia nestes sete meses e vinte dias que passou conosco. Thiarles teve como função primordial representar os interesses da população perante o Poder Público.”

O Executivo determinou luto oficial. “É com grande pesar que a Prefeitura informa a notícia do falecimento do vereador Thiarles Santos. Em lamento e em solidariedade aos familiares e amigos, o prefeito Odelmo Leão determinou a decretação de luto oficial por três dias.”

Em sua vaga na Câmara, assumirá o suplente Sérvio Túlio Félix Simões Filho (PSL), de 32 anos. Em fevereiro, a Câmara de Uberlândia perdeu a vereadora Adriana Alves Ribeiro, que também morreu em decorrência da Covid-19.

02 setembro 2021

Bolsonaro veta punição para quem divulgar fake news

O presidente sancionou PL que revoga Lei de Segurança Nacional, mas vetou crime para quem praticar "comunicação enganosa em massa"


Por Thaís Paranhos

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, com vetos, nessa quarta-feira (1º/9), projeto de lei que revoga a Lei de Segurança Nacional, criada durante a ditadura militar.

Entre os vetos do mandatário da República, está o trecho que prevê punição para quem praticar “comunicação enganosa em massa”. O PL determinava reclusão de 1 a 5 anos mais multa para quem “promover ou financiar, pessoalmente ou por interposta pessoa, mediante uso de expediente não fornecido diretamente pelo provedor de aplicação de mensagem privada, campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral”.

No veto, o chefe do Executivo diz que “a proposição legislativa contraria o interesse público por não deixar claro qual conduta seria objetivo da criminalização, se a conduta daquele que gerou a notícia ou daquele que compartilhou”. O presidente questiona também se “haveria um ‘tribunal da verdade’ para definir o que viria a ser entendido por inverídico”.

Por fim, o presidente alega que a proposta tem “o efeito de afastar o eleitor do debate político, o que reduziria a sua capacidade de definir as suas escolhas eleitorais”.

Inquérito das Fake News

Bolsonaro é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito do Inquérito das Fake News, que apura a disseminação de notícias falsas. O relator do inquérito, ministro Alexandre de Moraes, incluiu o mandatário do país na investigação no último dia 4 de agosto, a pedido do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O STF vai apurar se o presidente cometeu crimes durante a tradicional live de quinta-feira, na qual afirmou, sem provas, que houve fraude nas eleições presidenciais de 2018.

Outros vetos

O titular do Planalto também vetou trecho do PL que determinava punição para quem impedisse “o livre e pacífico exercício de manifestação” sob o argumento de que haveria dificuldade para definir “o que viria a ser manifestação pacífica”.

31 agosto 2021

Ensaio de golpe no dia 7 de setembro assusta democratas de ocasião

Se no passado apoiaram a ditadura, hoje eles a rejeitam, porque prejudicaria seus negócios. Menos mal que seja assim

Foto: Orlando Brito

Por Ricardo Noblat

Quatro parágrafos, 183 palavras e um sujeito oculto, o presidente Jair Bolsonaro, que a covardia do texto subscrito por mais de 200 entidades do setor produtivo brasileiro esmerou-se em esconder.

Os dois primeiros parágrafos equivalem ao que no jornalismo se chama de “nariz de cera” – um tipo de introdução perfeitamente dispensável que só retarda a abordagem do assunto.

E aí já foram para o lixo 77 do total de palavras. As demais falam em “escalada de tensões e hostilidades entre autoridades públicas” e defendem a “pacificação política” e a “estabilidade institucional”.

Quem tem promovido a escalada de tensões? Fica no ar. Os bolsonaristas poderão dizer que é o Supremo Tribunal Federal, a oposição ao governo que é Bolsonaro.

“O momento exige de todos serenidade”, diz o texto, como se estivesse faltando serenidade aos três Poderes da República. Não é o que se vê. É o presidente quem toca fogo no país.


Nenhuma voz do Congresso e da Justiça reclamou do texto. Bolsonaro vestiu a carapuça, sua tropa entrou em campo e o texto acabou engavetado a pretexto de angariar mais assinaturas.

Esperar-se o que do coordenador do manifesto, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf, que até outro dia comportava-se como candidato de Bolsonaro ao Senado?


Agora, Skaf pretende ser candidato de Geraldo Alckmin ao Senado. Alckmin está de saída do PSDB para o PSD de Gilberto Kassab, que entre Lula e Bolsonaro votaria em Lula.


De empresários e banqueiros deste país não se espere outra coisa senão vassalagem ao presidente da República, seja ele qual for. Só deixam de babá-lo quando pressentem sua queda.

Foi assim com Collor, foi assim também com Dilma. Correram atrás de Lula para suplicar-lhe que fosse candidato outra vez em 2014 porque Dilma era mais refratária aos seus pedidos, Lula não.

O compromisso da maioria deles não tem sido ao longo da história com a democracia, mas com o sucesso dos seus negócios. Acumulação acima de tudo! Às favas todos os escrúpulos!


Apoiaram Bolsonaro em 2018 mesmo sabendo de quem se tratava. Para justificar o voto, diziam acreditar que ele se converteria ao liberalismo por obra e graça do futuro ministro da Economia.

Fingiram que estavam diante de um político apenas conservador e não de um reacionário órfão da ditadura de 64. E se fosse mesmo órfão? Eles não apoiaram a ditadura até ela se esgotar?

O fracasso do governante que elegeram ameaça o negócio de cada um deles, daí a chiadeira, daí o medo do golpe anunciado. Se o golpe no passado os beneficiou, hoje os prejudicaria.

São democratas de ocasião. Menos mal que sejam.


20 agosto 2021

FAMILIAS DE BAIXA RENDA VÃO PAGAR MENOS PELA ENERGIA ELÉTRICA

Projeto do Congresso Nacional para redução do pagamentos dessas famílias foi enviado para aprovação do presidente Jair Bolsonaro

Foto: Free Photos (Pixabay)
As famílias com menor renda e que estão cadastradas em programas sociais vão pagar menos pela energia elétrica. Isso porque o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na última quinta-feira (19) o Projeto de Lei 1106/20, que simplifica a inscrição no programa de Tarifa Social de Energia Elétrica. A proposta já foi aprovada no Senado Federal e agora segue para aprovação do presidente Jair Bolsonaro.


De acordo com o projeto, o Poder Executivo, as concessionárias, as permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição e energia elétrica ficam obrigados a inscrever automaticamente os integrantes do Cadastro Único de programas sociais do governo federal na Tarifa Social de Energia Elétrica. Para isso, o governo federal precisa manter o cadastro atualizado.

Conforme explicado na Lei 12.212/10, a tarifa social de energia está destinada às famílias inscritas no Cadastro Único que tenham renda mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo. Também têm direito às famílias que possuam entre seus integrantes quem receba o benefício de prestação continuada da assistência social (BPC).

Fonte: Brasil 61

19 agosto 2021

Texto-base do relatório da CPI da Covid está pronto e passa de mil páginas

O texto-base do relatório da CPI da Covid no Senado, elaborado pelo gabinete do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), já conta com mais de mil páginas, e pode ficar ainda maior a depender do conteúdo ainda a ser obtido pela comissão.

Foto - Marcos Oliveira/Agência Senado

As informações são do UOL, que teve acesso a alguns capítulos do documento, que estão divididos por fatos e depoimentos coletados pela comissão ao longo dos trabalhos.

Segundo a reportagem, mais de 400 páginas são destinadas ao resumo da atuação dos senadores, mas a maior parte do conteúdo está nos anexos, que incluem documentos e os principais destaques dos depoimentos. Relator da comissão, o senador Renan Calheiros disse que pretende fechar o texto até a segunda quinzena de setembro.

Ainda de acordo com o UOL, o documento vai sugerir que as investigações continuem sendo realizadas pelo Ministério Público da União por meio de inquéritos específicos para cada assunto em destaque.

Entre os temas abordados no relatório está o chamado “gabinete paralelo”, que consistia em um grupo de conselheiros do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a condução de tratativas relacionadas à pandemia que agia paralelamente ao Ministério da Saúde.

O relatório também traz capítulos que tratam da atuação do Exército na produção e distribuição de remédios comprovadamente ineficazes no tratamento contra a Covid-19, como a cloroquina, e também sobre o aplicativo “TrateCov”, do Ministério da Saúde, que recomendava o uso de medicamentos ineficazes contra a doença.

Fonte - Isto É

12 agosto 2021

Ricardo Barros nega envolvimento em supostas irregularidades na compra da Covaxin

“O presidente nunca afirmou que eu estava envolvido no caso Covaxin”, diz líder do governo

Foto: Agência Senado
O deputado federal Ricardo Barros (PP/PR), ex-ministro da Saúde na gestão Michel Temer e líder do governo na Câmara dos Deputados, negou à CPI da Pandemia, nesta quinta-feira (12), envolvimento em supostas irregularidades nas negociações envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin pelo Ministério da Saúde. 

O servidor do Ministério da Saúde e ex-chefe do setor de importação da pasta, Luis Ricardo Miranda, irmão do deputado federal Luis Miranda (DEM/DF), diz ter sofrido “pressão atípica” para agilizar a compra do imunizante. Os irmãos teriam levado a situação ao presidente Jair Bolsonaro que, segundo o deputado Miranda, em depoimento deste à própria CPI, citou o nome de Barros como responsável pelas irregularidades. 

A declaração de Miranda foi o que levou os senadores da CPI a pedirem a convocação do líder do governo. Por causa das acusações, o próprio Ricardo Barros chegou a ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que tivesse a oportunidade de se defender na comissão. Barros, por decisão do presidente da CPI, Omar Aziz (PSD/AM), compareceu na condição de convidado e não de convocado (em que é obrigado a ir e dizer a verdade). 

Questionado pelos senadores sobre a declaração de Luis Miranda à CPI, Barros disse que houve um “mal-entendido”. Isso porque o líder do governo alega que, no encontro dos irmãos Miranda com Bolsonaro, o presidente não teria afirmado que Barros era o responsável pelas irregularidades no processo de aquisição da Covaxin, mas, sim, perguntado. 

“Ele [o deputado Luis Miranda] levou ao presidente matérias da imprensa com minha foto tratando do tema da Global. O irmão do deputado Luis Miranda depôs à Polícia Federal neste caso da Global, que foi alvo de inquérito anterior. Então, ele identificou, na relação da Global com a Precisa, que poderia esta compra criar algum embaraço para o governo e foi falar isso ao presidente”, explica. 

O “caso da Global” ao qual Barros se refere é um inquérito em que ele e outras pessoas respondem por improbidade administrativa. Entre 2016 e 2018, ele foi ministro da Saúde, e a empresa Global, sócia da Precisa, que intermediou a negociação de compra da Covaxin, recebeu pagamento antecipado para fornecer remédios à pasta, mas nunca entregou os medicamentos. 

“O presidente sabe que o caso da Global está com minha participação. O deputado Luis Miranda [em depoimento] na PF diz o seguinte: ‘o presidente bate o olho na matéria e diz: esse cara de novo. Vocês sabem me dizer se ele está envolvido nesse procedimento da Covaxin?’. Eles dizem que não, que não estão trazendo nenhum nome”, completa. 

Emenda à MP 1.026

Alguns senadores questionaram Barros sobre o motivo que o levou a apresentar uma emenda à Medida Provisória 1.026 sugerindo a inclusão de vacinas aprovadas pela Central Drugs Standard Control Organization (CDSCO) — agência sanitária indiana — entre os imunizantes que não precisariam de autorização da Anvisa para importação e distribuição no Brasil. 

O deputado negou que o dispositivo foi feito para beneficiar a Covaxin. “Eu fiz a proposição porque a Índia é a maior fabricante de vacinas do mundo. Seria natural que tivesse a possibilidade de que os estudos feitos lá fossem aproveitados pela Anvisa e pelo governo federal”, disse. 

Parlamentares indagaram, então, porque Barros não incluiu agências de outros países na sugestão. “Porque elas já estavam contempladas com outras emendas. Por isso não tinha outros países. Eu nem sabia que a Precisa representava a Covaxin ao apresentar a emenda”, defendeu-se. 

O líder do governo na Câmara afirma que não sabia que a vacina indiana era ofertada ao Ministério da Saúde na época. “Os senhores vão quebrar o meu sigilo, ouviram todas as pessoas e não vão achar nenhuma possibilidade de ligação minha com esse assunto Covaxin. Vocês não encontrarão evidência de ligação minha com a Covaxin”, disparou. 

Ao ser questionado sobre sua relação com Francisco Maximiano, um dos donos da Precisa Medicamentos, Barros respondeu que não tem relação pessoal com o empresário e jamais negociou a compra da Covaxin. “Recebi no gabinete como ministro, com a nossa equipe de compras. A última vez que nos encontramos foi quando eu era ministro. Portanto, nunca tratei de Covaxin, já afirmei isso várias vezes, em nenhum momento tratei qualquer assunto relativo à venda da Covaxin.”

Arte: Brasil 61

Entenda

Em junho, o deputado Luis Miranda disse aos parlamentares que levou as denúncias de supostas irregularidades na compra da Covaxin ao presidente Jair Bolsonaro, em encontro no Palácio da Alvorada no mês de março. Na versão de Miranda, ao saber do ocorrido, o presidente citou Barros como o responsável pela situação envolvendo a aquisição do imunizante indiano e disse que acionaria a Polícia Federal para investigar o caso. 

O presidente Bolsonaro confirmou que se reuniu com o deputado Luis Miranda, mas garantiu que o parlamentar não mencionou nenhum esquema de corrupção em andamento à época. O chefe do Executivo não desmentiu, nem corroborou com a versão em que ele teria citado o líder do governo como peça central nas tratativas. Diante disso, o governo pediu, inclusive, que Miranda fosse investigado pelo crime de denunciação caluniosa. 

A Polícia Federal abriu, em julho, inquérito para investigar se o presidente prevaricou. Segundo o Código Penal, a prevaricação consiste em “retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal''. Segundo parlamentares da oposição, Bolsonaro prevaricou ao não tomar as medidas necessárias após saber das irregularidades nas negociações para compra da Covaxin. 

Já a narrativa governista aponta que o presidente da República, tão logo soube do suposto esquema levantado pelos irmãos Miranda, pediu para que o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello averiguasse as denúncias, o que descaracterizaria o crime de prevaricação. 

Sessão encerrada

Os ânimos entre Barros e senadores da oposição estavam acirrados desde o início da oitiva. No início da tarde, o deputado fez uma declaração que incomodou parte dos senadores presentes e que levou Omar Aziz a interromper a sessão. "O mundo inteiro quer comprar vacinas e espero que essa CPI traga bons resultados para o Brasil, produza o efeito positivo para o Brasil. porque o negativo já produziu muito, afastou muitas empresas interessadas em vender vacina ao Brasil, que não se interessam mais", disse Barros. 

Aziz retomou a sessão algumas horas depois para encerrá-la definitivamente. Barros será ouvido novamente, dessa vez na condição de convocado. 

Fonte: Brasil 61

09 agosto 2021

Voto impresso auditável: entenda a diferença para o atual modelo

Especialistas destacam principais pontos, além das vantagens e desvantagens de cada sistema

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

Nos últimos dias, ouviu-se muito falar em voto impresso e auditável. Afinal, o que é esse modelo de execução da cidadania e por que o assunto ficou tão evidente? Bom, para dar início à explicação, vale relembrar que esse sistema tem sido defendido pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, e por parte do eleitorado brasileiro, que, inclusive, já realizou manifestações nas ruas das principais cidades do País para defender a adoção dessa prática.



Para o presidente, o voto impresso já deveria ser adotado nas eleições de 2022. O pleito vai eleger governadores, presidente da República, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Segundo Bolsonaro, o voto impresso auditável trará maior confiabilidade ao processo eleitoral, o que para ele, não ocorre somente com a urna eletrônica.

Como funciona o voto impresso?

Atualmente, no Brasil, para votar em qualquer eleição, é preciso digitar o número do candidato escolhido na urna eletrônica. Depois de digitado, o monitor do equipamento informa o nome do candidato, acompanhado da foto dele. Isso serve para que o eleitor possa conferir se os dados estão corretos, antes da confirmação.

Agronegócio nacional cresce, gera empregos e faz comida chegar até os brasileiros

PL que incentiva emissão de debêntures de infraestrutura pode suprir baixa capacidade de investimento público no setor

Campanha incentiva participação social para prevenção de desastres naturais evitáveis

Caso a PEC 135/2019, que tramita na Câmara dos Deputados, seja aprovada e transformada em Lei, o voto impresso não será igual às cédulas de papel depositadas em urnas, como antigamente. A ideia, segundo o cientista político André César, é que, depois de confirmar que o candidato é o escolhido, o próprio sistema imprime o registro do voto e deposita automaticamente em uma urna lacrada.

“A diferença para o que nós temos hoje é que, ao concluir seu voto, você recebe uma espécie de extrato, que é colocado em uma urna, em seguida, para conferir se os dados daquela urna eletrônica digital batem com o que for colocado na segunda urna. Por exemplo, terá que computar 100 votos na primeira urna e 100 na segunda. Com isso, você deixa claro, em tese, a confirmação e as colocações”, explica o especialista.

A maneira defendida por Bolsonaro sugere que os números que cada eleitor digita na urna eletrônica sejam impressos e depositados, também de maneira automática, em uma urna de acrílico. O intuito é que, caso haja suspeita de fraude no sistema eletrônico, os votos em papel possam ser apurados manualmente.

O que é voto auditável?

Tanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como especialistas explicam que a auditoria do voto já é praticada no modelo atual. Isso ocorre para garantir a lisura do processo eleitoral. A auditoria também é solicitada no modelo defendido por Bolsonaro.

Neste caso, o cientista político Leandro Gabiati entende que há pontos negativos e positivos. Assim, ele destaca como vantagem o fato de haver mais um mecanismo para checagem dos votos. Porém, ele entende que isso abre margem para sempre haver apelação para esse recurso, indiscriminadamente.

“Eu nem colocaria a questão financeira, do gasto a mais, porque a democracia sempre tem custo, seja para financiar campanhas ou partidos. São custos que a sociedade entende que valem a pena, porque a democracia traz mais benefícios. O problema é que aqueles que perderem vão sempre apelar para a contagem de votos manuais”, considera.

De acordo com o Tribunal, existem várias auditorias que podem ser feitas desde o início das eleições. Além das auditorias internas, realizadas pelo TSE, candidatos, cidadãos, partidos políticos, fiscais de partidos, Ministério Público e OAB podem fazer a fiscalização durante o processo.
 

Fonte: Brasil 61

22 julho 2021

Senador Ciro Nogueira assumirá comando da Casa Civil, diz presidente

 Reforma ministerial prevê recriação do Ministério do Trabalho


Foto - Marcelo Camargo-Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (22) que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) vai assumir a Casa Civil da Presidência República, em uma reforma ministerial que deve acontecer na semana que vem. "Está praticamente certo. Vamos botar um senador aqui na Casa Civil que pode manter um diálogo melhor com o parlamento brasileiro", disse Bolsonaro em entrevista à Rádio Banda B, de Curitiba, nesta manhã.

"A princípio é ele [Ciro Nogueira], conversei com ele já, ele aceitou. Ele está em recesso, chega em Brasília segunda-feira, converso com ele, acertamos os ponteiros. E a gente toca o barco. É uma pessoa que eu conheço há muito tempo, ele chegou em 95 na Câmara, eu cheguei em 91", explicou.

Bolsonaro também confirmou a recriação do Ministério do Trabalho e Previdência, que, no início do governo, foi agrupado com outros quatro ministérios para a criação do Ministério da Economia, sob o comando do ministro Paulo Guedes. O atual ministro da Secretaria Geral, Onyx Lorenzoni, será o titular deste novo ministério e o atual chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, assumirá seu lugar na Secretaria Geral.

“Ele mesmo [Paulo Guedes] concordou com tirá-lo dessa parte para passar para esse novo ministério. Dá uma descompressão no Paulo Guedes e deixa o Onyx para tratar dessa questão importantíssima [trabalho]”, disse o presidente.

De acordo com Bolsonaro, o número de ministérios será restabelecido para o total de 23. Em fevereiro deste ano, com a aprovação da autonomia do Banco Central, o órgão perdeu status de ministério e se transformou em autarquia federal.

Agora, a pasta de Trabalho e Previdência completará a lista. “Não vai pesar em nada as finanças. Não vamos criar cargos, é apenas uma mudança de secretarias do Ministério da Economia para esse novo ministério”, explicou.

Em março deste ano, o presidente já havia promovido uma reforma ministerial, com trocas em seis ministérios: Casa Civil e Secretaria de Governo, ambas ligadas à Presidência da República, ministérios da Justiça e Segurança Pública, das Relações Exteriores e da Defesa e também da Advocacia-Geral da União (AGU).

Por Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - Brasília

Edição: Lílian Beraldo

FONTE: Agência Brasil - Brasília

20 julho 2021

Bolsonaro diz que vai vetar aumento do fundo eleitoral

 Lei de Diretrizes Orçamentárias, aprovada pelo Congresso, prevê um aumento de R$ 5,7 bilhões para o fundo

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro garantiu que vai vetar o aumento de R$ 5,7 bilhões no fundo eleitoral, aprovado pelo Congresso Nacional por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A fala foi proferida em entrevista para a Rádio Nacional da Amazônia. 

Segundo o presidente, o valor pode ser mais bem empregado na construção de pontes e de malha rodoviária, por exemplo.

Congresso Nacional aprova a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2022

Covid-19: “Provavelmente vamos precisar, no futuro, de uma terceira dose”, diz infectologista

Durante a entrevista, Bolsonaro também falou sobre a vacinação contra a Covid-19 no país. Segundo ele, já foram distribuídas mais de 150 milhões de doses de vacinas no Brasil e cerca de 100 milhões de pessoas já foram imunizadas com a primeira dose. Os números podem ser conferidos no portal do Ministério da Saúde.

O presidente também comentou sobre seu estado de saúde, que segundo ele, já está 100%. Bolsonaro explicou que o quadro de obstrução intestinal foi agravado por uma crise de soluços. Ele recebeu alta do hospital no último domingo (18).



Fonte: Brasil 61

01 abril 2020

Vídeo que fala em desabastecimento em BH publicado por Bolsonaro é 'fake'

A reportagem da CBN constatou que a Ceasa da capital mineira tem, inclusive, produtos em excesso por causa da baixa procura, provocada pela pandemia do novo coronavírus. O presidente usou o Twitter para divulgar vídeo em que trabalhador critica isolamento.

Estandes cheios na Ceasa de BH, desmentido o presidente Bolsonaro.
Foto: Pedro Bohnenberger / CBN
Quer saber mais?

28 março 2020

Justiça federal proíbe governo de veicular campanha contra isolamento social


A Justiça Federal proibiu na manhã deste sábado (29/03) o governo federal de veicular a campanha "O Brasil não pode parar" contra as medidas de isolamento social adotadas por Estados brasileiros nas últimas semanas para combater a pandemia do novo coronavírus.

Quer saber mais?
Acesse a fonte: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-52077132

13 dezembro 2019

Saque imediato do FGTS será em 20 de dezembro; limite será de 1 salário mínimo

Reprodução/YouTube

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou nesta 5ª feira (12.dez.2019) que o saque imediato do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) será  em 20 de dezembro. Poderão fazer o saque aqueles que tinham na conta do fundo o valor de até 1 salário mínimo (R$ 998), até 24 de julho deste ano, data em que a Medida Provisória 889, com as novas regras de saque do benefício.

FONTE
https://www.msn.com/pt-br/dinheiro/fgts/saque-imediato-do-fgts-ser%c3%a1-em-20-de-dezembro-limite-ser%c3%a1-de-1-sal%c3%a1rio-m%c3%adnimo/ar-AAK4vqv

09 novembro 2019

Lula está solto novamente

Com a decisão do STF o ex-presidente Lula está solto e certamente buscará a sua condição de candidato a presidente, o que causará toda uma reviravolta na política nacional. Agora ficamos nos perguntando: o que será que o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, fará para enfrentar a maior expressão da oposição ao seu governo?

21 outubro 2019

Bahia joga com camiseta manchada de óleo e povo se mobiliza para limpar praias

Tragédia ambiental nas praias do litoral nordestino mobiliza o time do Bahia, população e artistas. Todos cobram ações urgentes do governo federal que nada fez até agora

Por Walber PInto


Divulgação


Em protesto contra a inépcia do governo de Jair de Bolsonaro (PSL), que há quase dois meses nada fez para resolver o problema, os jogadores do Bahia entram em campo nesta segunda-feira (21) para enfrentar o Ceará, em Pituaçu (BA), com uma camiseta reproduzindo as manchas de óleo que tomam conta das praias de litoral do Nordeste.
A ação foi anunciada nas redes sociais do clube por meio de um manifesto que cobra medidas de redução do impacto ambiental e pede a punição dos responsáveis pela tragédia ambiental que já afeta o turismo regional.
“Quem derramou esse óleo? Quem será punido por tamanha irresponsabilidade? Será que esse assunto vai ficar esquecido?“, questiona o clube no manifesto.
Como nas queimadas na Amazônia que chamou a atenção do mundo, Jair Bolsonaro (PSL) tirou a responsabilidade das costas do governo, acusou a Venezuela, e falou em “crime premeditado” como forma de distrair a atenção dos brasileiros, enquanto nada fez para uma investigação concreta e efetiva e impedir que o óleo se alastrasse pelas praias nordestinas.
Inconformados com a paralisia do governo, apesar de não terem equipamentos adequados e equipes insuficientes, os nordestinos foram á luta. Em pequenos, grupos tiraram o óleo das praias com as próprias mãos e encheram as redes sociais de vídeos mostrando o trabalho voluntário. Em pouco tempo, as redes foram tomadas por imagens e vídeos da tragédia e o número de muitos voluntários retirando resíduo de óleo nas praias de Recife, Bahia e Sergipe aumentou consideravelmente.

Artistas contra óleo no mar

A ação da população e a amplitude do crime ambiental no mar chamaram atenção de artistas como a cantora Ivete Sangalo, as atrizes Letícia Sabatella e Sônia Braga, a apresentadora Bela Gil e produtora Paula Lavigne.
Bela Gil, que é baiana, elogia o Nordeste pela reação. “Me admira e me orgulha o povo nordestino, ao mesmo tempo que me machuca e me envergonha o governo federal!!! Sem ajuda do governo, a população vai às praias limpar o piche com as próprias mãos” postou.
Já a atriz Sônia Braga postou um vídeo bastante compartilhado nas redes de uma tartaruga imobilizada pelo óleo sendo resgatada na praia de Maragogi, em Alagoas. “Revoltante”, disse.
A produtora Paula Lavigne pediu providência do governo federal. “Não é apenas muito grave, mas urgente. E que identifiquem a origem e os culpados por esse crime ambiental”, afirmou.
“Lamentável o volume de óleo chegando as nossas praias”, postou Ivete Sangalo. “É preciso uma tomada de atitude urgente dos órgãos responsáveis”, cobrou a cantora.

Cadê o governo?

A população não pode fazer tudo, como alertaram os artistas em suas postagens. E com a falta de ação do governo federal, o óleo chegou à Praia de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana de Recife, e em 17 praias de Salvador e cidades do litoral norte baiano.
Cobrado, o governo diz que os dois comitês e comissões do Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Água (PNC), que Bolsonaro extinguiu em abril, estão funcionando. Não é o que se vê nas praias contaminadas.
De acordo com o último boletim do Ibama divulgado neste domingo (20), a mancha atingiu 194 pontos do Nordeste. Segundo a Marinha, já foram retiradas 525 toneladas de óleo desde o início de setembro. A maioria por causa da mobilização espontânea de pescadores e voluntários.
É para este descaso de Brasília que o time mais engajado politicamente e mais antirracista do futebol brasileiro, o Bahia quer chamar a atenção entrando em campo com a camiseta manchada de óleo.
“O que faz um ser humano atacar e destruir espaços sagrados? O lucro a qualquer custo pode ser capaz de destruir a ética e as leis que regem e viabilizam a humanidade? ”, questionou o clube no manifesto.
A barbárie deve ser tratada como tal, não como algo natural
- Esporte Clube Bahia

Engajamento

No último dia 12, o Bahia foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais após o discurso histórico do treinador Roger Machado sobre racismo na sociedade e dentro do futebol.
O time vem ganhando popularidade nos últimos tempos ao abordar temas necessários como inclusão social, preconceito e diversidade. Além disso, o tricolor é pioneiro nas ações afirmativas, já reverenciou Marielle Franco e Moa do Katendê (morto por eleitor de Bolsonaro após uma discussão política durante as eleições de 2018), incentiva mulheres no futebol, combate o machismo, a intolerância religiosa e defende a causa LGBT.
Conhecido como o Bahia de todas as cores, classes, crenças e gêneros, o tricolor também homenageia no mês de novembro em suas camisas personalidades que fizeram história no movimento negro como Zumbi dos Palmares, Dandara, Milton Santos, Luiza Bairros, Luiz Gama, entre outros.

16 outubro 2019

Villas Bôas repete 2018 e tenta emparedar o Supremo

O general Eduardo Villas Bôas não se contentou em pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018. Agora, às vésperas do julgamento sobre a validade de prisões após condenação em segunda instância, ele volta a apontar os canhões contra a Corte.
Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

"É preciso manter a energia que nos move em direção à paz social, sob pena de que o povo brasileiro venha a cair outra vez no desalento e na eventual convulsão social", escreveu nas redes sociais o assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) na noite desta quarta-feira 16.

Bolsonaro diz não querer 'tomar partido de ninguém' e defende 'transparência' nas contas do PSL

Presidente disse, em entrevista, que deve sua eleição ao PSL e que não tem 'mágoa com ninguém'. Ele entrou em atrito com o comando do partido após criticar o presidente da sigla.


Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília

Foto: Guilherme Mazui/G1

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (16) que não deseja "tomar partido de ninguém" e defendeu "transparência" nas contas do PSL, legenda a qual é filiado.
O presidente deu a declaração na saída do Palácio da Alvorada, em meio à turbulência na sua relação com o PSL. Na semana passada, Bolsonaro criticou o presidente da sigla, deputado Luciano Bivar (PSL-PE), ao afirmar que ele estava "queimado".
O atrito gerou o rumor de que Bolsonaro e um grupo de parlamentares poderão deixar o partido, informação que o presidente não confirmou oficialmente. 

QUER SABER MAIS? ACESSE O LINK: