08 outubro 2019

Vazamento de óleo nas prais nordestinas jé é o maior do Brasil

O vazamento que poluiu praias nos nove Estados do Nordeste já é o maior episódio, em termos de extensão, de vazamento de óleo vindo de uma mesma origem. Essa é a avaliação de David Zee, professor da Faculdade de Oceanografia da Universidade do Estado do Rio (Uerj). Até esta segunda-feira, pelo menos 132 pontos do litoral do Nordeste foram atingidos pela mancha. E, segundo ele, pode levar de dez a 20 anos para que todo o resídio seja eliminado do oceano.

Adema/Governo de Sergipe
"Para cobrir de manchas de óleo do Maranhão até o norte engenheiro ambiental. "Nunca tive notícias de um derrame desses antes no Brasil, só se compara ao que aconteceu em Macondo (golfo do México)", acrescenta. O governo federal investiga a origem do óleo, avistado em mais de 2 mil quilômetros da costa brasileira, mas informa que análises já indicam que o produto não foi fabricado no Brasil.
Especialista em manejo de ecossistemas costeiros, Zee lamenta o impacto do episódio no ecossistema marinho da região. Além de liberar substâncias tóxicas na água e de impregnar na pele dos animais, o óleo menos denso fica na superfície e bloqueia a radiação solar, impedindo os fitoplânctons de fazer a fotossíntese necessária à manutenção da vida marinha. Sem contar os prejuízos aos mangues, considerados os berçários do oceano.
O professor estima que, pela quantidade de óleo encontrado e pelo nível de contaminação, deva levar pelo menos de 10 a 20 anos para que todo o resíduo de óleo seja eliminado do mar. "Em alguns locais da Bacia de Ilha Grande, aqui em Angra dos Reis (RJ), ainda vemos marcas de óleo em pedras de desastres que aconteceram há cinco, dez anos", lamenta.
Mais de 100 toneladas de poluente já foram recolhidas, diz governo
"Isso afeta quem usa o mar para navegar, quem usa para se alimentar, afeta o turismo dessas regiões, afeta a economia", afirma Zee. Segundo o presidente Jair Bolsonaro, o vazamento de óleo traz prejuízo ao turismo, mas que o governo tem feito ações para remover o poluente. Mais de 100 toneladas de óleo já foram recolhidas das praias nordestinas.
"O mar oferece inúmeros serviços à humanidade mas, para todos receberem seus benefícios, é preciso haver convivência harmônica, por meio da fiscalização, do controle e da ciência", defende o especialista.

FONTE: https://www.msn.com/pt-br/noticias/meio-ambiente/mancha-em-praias-do-nordeste-já-é-o-vazamento-de-óleo-de-maior-extensão-do-país-diz-especialista/ar-AAIrATF?ocid=spartanntp

07 outubro 2019

'Real Madrid esperava muito mais dele nesta temporada': Jornal questiona falta de confiança de Vinícius Jr.

O momento não é bom para Vinicius Jr. no Real Madrid e o jornal Marca questiona o momento do brasileiro, novamente, enfatizando a falta de confiança.

Zidane deixou o atacante de fora até mesmo do banco de reservas na partida contra o Granada para dar uma chance a Rodrygo, que nem entrou em campo. 
Vinicius Jr. durante partida do Real Madrid contra o Club Brugge pela Champions League Getty Images
Alguns dias atrás, o treinador francês pediu para que não lhe perguntassem mais sobre a falta de confiança de Vinicius, mas o jornal destaca que "a realidade é que o atacante jogou apenas 313 minutos dos 900 disputados pelo time madrilenho em competições oficiais".
"Dentro do clube se esperava muito mais contribuição dele neste início de temporada", completam.
Ainda é "unanimidade" internamente que o ex-jogador do Flamengo tem um enorme potencial e pode ser o principal destaque individual do time no futuro, mas "precisa dos minutos que, no momento, não tem no Real Madrid"
O "problema" é que enquanto se esperava muito do atacante, o jovem Valverde segue aproveitando oportunidades e mostrando que pode buscar seu espaço dentro do elenco principal, deixando menos chances aos brasileiros.
Enquanto isso, Vinicius estreou na Champions League contra o PSG, como titular, "aumentou as expectativas", porém não jogou nenhum minuto nas duas últimas partidas do time na LaLiga.
Segundo o jornal, Zidane insiste no jogador durante os treinamentos, mas não está encontrando sua "melhor versão".
FONTE: https://www.espn.com.br/futebol/artigo/_/id/6167088/real-madrid-esperava-muito-mais-dele-nesta-temporada-jornal-questiona-falta-de-confianca-de-vinicius-jr

Sínodo da Amazônia começa neste domingo sob o olhar atento do governo

O Sínodo da Amazônia começa neste domingo (6.out.2019), no Vaticano. A tradicional assembleia dos bispos, que é convocada pelo chefe da Igreja Católica sempre que há 1 assunto específico a ser discutido com o clero, não tem interessado só religiosos e estudiosos do assunto, mas também o governo brasileiro. 

© Prensa Total/Flick


Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro admitiu que monitora o evento, alegando que há influência política nas discussões. A preocupação é de que as soluções apresentadas pelos bispos toquem, em alguma medida, na soberania nacional sobre a Amazônia.

Desde o início do ano, o general Augusto Heleno, ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), concedeu diversas entrevistas demonstrando incômodo com o tema do Sínodo. Em fevereiro, ele disse à Folha de S.Paulo que “quem cuida da Amazônia brasileira é o Brasil”.
“[O Sínodo] quer falar de terra indígena, quer falar de exploração, de plantação, quer falar de distribuição de terra. Isso são assuntos do Brasil”, reclamou. Na ocasião, o ministro ainda negou qualquer “espionagem” do evento por parte do GSI ou da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).
Em nota enviada ao Poder360, o GSI admitiu que “acompanha o tema demandado”, mas que “não há previsão de participação de representante do Governo neste evento”. De fato, o papa Francisco vetou a participação de quaisquer políticos com mandatos e militares no Sínodo.
50A manifestação do GSI, aliás, contradiz a declaração do General Heleno feita em fevereiro ao afirmar que “a expectativa é de que o Sínodo aborde, apenas, aspectos referentes à religiosidade e não tópicos relacionados com a soberania do Brasil”.
O texto também é contraditório com nota do próprio GSI divulgada em 10 de fevereiro, que afirmava que “parte dos temas do referido evento tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional”.

Principais assuntos discutidos

Ao menos na teoria, a preocupação do governo com uma interferência da Igreja na soberania nacional é infundada. Isso porque, de acordo com artigos do Código de Direito Canônico, o Sínodo deve tratar de assuntos para “consolidar a incolumidade e o incremento da fé e dos costumes, a observância da disciplina eclesiástica”. Além disso, não compete à assembleia fazer decretos sobre os temas deliberados.
Na prática, porém, alguns assuntos de interesse exterior à Igreja foram inseridos no documento de trabalho produzido para embasar as discussões. O Instrumentum Laboris, publicado em 17 de junho, tem 21 capítulos divididos em 3 partes: “A voz da Amazônia”, “Ecologia integral: o clamor da terra e dos pobres” e “Igreja profética na Amazônia: desafios e esperanças”.
É a 2ª parte que pode preocupar o governo Bolsonaro. O texto menciona termos como a “destruição extrativista”. Outros temas como a migração, urbanização, família e comunidade, saúde, educação integral e corrupção.
No documento consta a proposta de que “se alterem os critérios para selecionar e preparar os ministros autorizados para celebrá-la (Eucaristia)”. O documento também fala em garantir a “liderança” de mulheres nas comunidades.
Os temas citados, no entanto, não necessariamente serão levados em consideração pelo papa Francisco ou gerar alguma consequência prática na Igreja.
Na última semana do evento, os membros do Sínodo farão a redação final do documento. Ele não terá, porém, nenhum efeito jurídico.

Quem participará

Os participantes das reuniões serão bispos diocesanos das 9 províncias eclesiásticas da região pan-amazônica, incluindo o Brasil. Também participarão alguns membros a Cúria Romana e do conselho que prepara o Sínodo, além de membros da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica).
Religiosos com trabalho pastoral desenvolvido na floresta e alguns leigos escolhidos pelo papa também estarão presentes. Alguns representantes de outras igrejas de denominação cristã e não cristã que atuam na Amazônia, além de líderes indígenas, também terão assento.
O relator do Sínodo é o cardeal Cláudio Hummes, presidente da Repam.
FONTE: https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo/sínodo-da-amazônia-começa-neste-domingo-sob-o-olhar-atento-do-governo/ar-AAIlGtK